Resumo do Mercado Financeiro
O mercado financeiro brasileiro experimentou uma série de mudanças significativas na última sexta-feira, impulsionadas por dados econômicos fortes e incertezas políticas. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, superando as expectativas dos economistas, que projetavam um avanço de 1,0%.
Essa aceleração do PIB foi liderada pelo consumo das famílias, que aumentou 1,0% de janeiro a março, acima da taxa de 0,2% registrada no trimestre anterior. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$5 mil foi um dos fatores favoráveis à alta do consumo.
Impacto nos Juros Futuros
Em decorrência desses dados econômicos fortes, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DI) de curto prazo fecharam a sexta-feira com altas. A taxa do DI para janeiro de 2028, por exemplo, atingiu a máxima de 13,955% (+13 pontos-base) às 11h37, na esteira dos dados do PIB.
Já as taxas de longo prazo terminaram o dia com leve viés negativo, influenciadas pela queda dos rendimentos dos Treasuries em meio à expectativa de um acordo entre EUA e Irã. O rendimento do Treasury de dez anos, referência global para decisões de investimento, caía 1 ponto-base, a 4,447%.
Dúvidas sobre o Ciclo de Corte da Selic
O aquecimento do consumo das famílias torna o cenário para o controle da inflação ainda mais desafiador para o banco central, o que coloca em dúvida a continuidade do ciclo de cortes da taxa básica Selic, hoje em 14,50% ao ano, nos próximos meses.
Os analistas pontuam que, apesar de uma desaceleração no crescimento da economia no segundo trimestre ser esperada, o PIB reforçou as preocupações com a inflação. Isso pode levar a uma manutenção das taxas de juros atuais, em vez de uma redução.
- O consumo das famílias cresceu 1,0% de janeiro a março.
- A taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a máxima de 13,955%.
- O rendimento do Treasury de dez anos caía 1 ponto-base, a 4,447%.
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