PF Identifica Indícios de Corrupção em Órgãos Federais
A Polícia Federal (PF) encontrou indícios de corrupção de servidores da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e policiais federais em uma operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o empresário Ricardo Andrade Magro, controlador da Refinaria de Manguinhos (Refit). A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação, aponta para a infiltração do suposto esquema em órgãos federais.
A investigação revelou que o grupo teria estruturado um esquema de fraudes tributárias, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção de agentes públicos estaduais e federais. A PF encontrou indícios de que os policiais federais estavam envolvidos no esquema, incluindo a utilização de linhas telefônicas registradas em nome de pessoas mortas e acessos vinculados à rede interna da própria PF.
- Os investigadores identificaram uma linha telefônica utilizada por um interlocutor identificado como “Márcio PF” que estava cadastrada em nome de uma pessoa falecida desde 2021.
- A conta teria mantido contatos frequentes com um auditor fiscal investigado no caso.
- A representação afirma que dados fornecidos pelo WhatsApp identificaram uma conexão da conta investigada realizada a partir de um IP associado à Polícia Federal.
A investigação também menciona que os escrivães Márcio Pereira Pinto e Márcio Cordeiro Gonçalves participaram da coordenação da campanha do delegado Ricardo de Carvalho nas eleições de 2022 e tiveram vínculo societário na empresa MGM Transportes e Serviços Ltda.
Além disso, a PF identificou suspeitas de aproximação do grupo investigado com integrantes da ANP, incluindo mensagens interceptadas que indicariam tratativas para resolver pendências regulatórias envolvendo distribuidoras ligadas ao grupo empresarial.
A investigação sustenta que o esquema teria alcançado diversos setores do Estado do Rio de Janeiro, incluindo a Secretaria estadual de Fazenda, a Procuradoria-Geral do Estado, o INEA e integrantes do Judiciário fluminense.
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