Regulamentação do Trabalho por Aplicativos
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu a regulamentação do trabalho por aplicativos, afirmando que o trabalho exaustivo dos entregadores e motoristas de plataformas não deve ser considerado empreendedorismo. Segundo ele, isso não é empreendedorismo, mas sim “escravo do trabalho”.
O ministro destacou que a nova visão de empreendedorismo envolve montar empresas, cooperativas ou startups, e não trabalhar longas horas sem remuneração justa. Ele defendeu a criação de regras, como taxa mínima de remuneração por entrega, para garantir condições mínimas de trabalho e remuneração para os trabalhadores.
Posição das Plataformas
As plataformas digitais defendem que motoristas e entregadores atuam como trabalhadores autônomos, com liberdade para definir horários e dias de trabalho. No entanto, o ministro argumentou que a regulamentação não inviabilizará as operações das plataformas, mas sim aumentará as exigências para dar mais segurança jurídica aos trabalhadores.
Algumas das principais exigências incluem:
- Remuneração mínima por entrega
- Contribuição previdenciária
- Garantia de condições mínimas de trabalho
- Política de crédito
O governo federal propôs uma taxa mínima de R$ 10 por entrega e um adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado em corridas a partir de 4 km. No entanto, a proposta ainda enfrenta divergências em pontos como remuneração mínima e contribuição previdenciária.
O ministro enfatizou que a regulamentação é necessária para garantir a autonomia, transparência e condições mínimas de trabalho para os trabalhadores. Ele questionou a quem interessa manter a não-regulamentação, afirmando que apenas as plataformas se beneficiam disso.
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