Caso de Assédio Sexual no STJ
O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, recebeu um relato de que o ministro Marco Aurélio Buzzi teria cometido assédio sexual contra uma adolescente de 18 anos. A notícia foi divulgada pela revista Veja e confirmada pelo Estadão.
De acordo com o relato, o crime teria ocorrido durante o recesso, quando Buzzi recebeu uma família de amigos em sua casa de praia, em Balneário Camboriú (SC). A filha do casal, que chamava o ministro de tio, relatou que Buzzi tentou agarra-la à força.
A vítima, acompanhada dos pais, registrou um boletim de ocorrência na polícia. A família também prestou depoimento ao corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mauro Campbell, que também integra o STJ.
Reações e Procedimentos
O ministro Marco Buzzi divulgou uma nota por meio da assessoria de imprensa do STJ, negando as acusações e afirmando que as insinuações não correspondem aos fatos.
O CNJ informou que o caso tramita em sigilo para “preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização”.
Se for aberto procedimento e Buzzi for condenado, ele pode sofrer sanções administrativas, que variam da advertência à aposentadoria compulsória. A família também foi orientada a procurar o Supremo Tribunal Federal (STF), foro para processar e julgar criminalmente ministros de cortes superiores.
A mãe da vítima, que é advogada, procurou ministros do STJ para contar o caso. Um integrante do tribunal admitiu que não há disposição dos colegas de proteger o ministro acusado.
- O caso está sendo investigado pelo CNJ e pode resultar em sanções administrativas para o ministro.
- A vítima e sua família estão recebendo apoio e orientação para prosseguir com as denúncias.
- O STJ e o CNJ estão trabalhando para garantir a transparência e a justiça no caso.
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