Taxas caem em novo dia de busca por ativos do Brasil e alívio das tensões externas
As taxas dos DIs fecharam a quinta-feira em queda, com recuo de 10 pontos-base em alguns vencimentos, em mais um dia de forte procura de estrangeiros por ativos brasileiros e de alívio das tensões envolvendo a Groenlândia.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,01%, em baixa de 10 pontos-base ante o ajuste de 13,105% da sessão anterior. A taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,63%, com recuo de 8 pontos-base ante o ajuste de 13,713%.
Os principais fatores que contribuíram para essa queda foram a entrada de recursos no país, que pesou sobre o dólar, e o alívio das tensões sobre a Groenlândia, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter descartado o uso da força para assumir o controle da ilha e ter desistido de impor tarifas a países europeus como forma de pressão.
De acordo com o analista Matheus Spiess, da Empiricus Research, “o Brasil entra em uma lista de países que estão atrativos para este capital” devido à continuidade do sentimento de rotação internacional de recursos, com investidores buscando mercados que não andaram tanto nos últimos anos.
Os rendimentos dos Treasuries oscilaram entre leves altas e baixas ao longo do dia, e o mercado segue precificando que o banco central manterá a Selic em 15% em sua reunião do fim do mês.
- A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 13,01%;
- A taxa do DI para janeiro de 2035 fechou em 13,63%;
- O dólar caiu abaixo dos R$5,30;
- O Ibovespa chegou a oscilar acima dos 177 mil pontos pela primeira vez na história.
Em resumo, a queda das taxas dos DIs foi influenciada pela entrada de recursos no país e pelo alívio das tensões externas, mas um recuo maior foi impedido por fatores internos, como a incerteza no ciclo de cortes da Selic e a incerteza fiscal.
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