Ibovespa quebra recordes e fecha quase em 172 mil
O Ibovespa fechou o dia com uma alta de 3,33%, atingindo um novo recorde histórico de 171.816,67 pontos. Essa foi a maior alta desde 2023, com um ganho de 5.339,77 pontos.
O discurso de Donald Trump, presidente dos EUA, em Davos, na Suíça, foi o principal fator que influenciou o mercado. Trump afirmou que não pretende usar a força para adquirir a Groenlândia e que chegou a um acordo com a OTAN para a ilha, o que o fez recuar nas tarifas que havia anunciado contra a Europa.
As ações de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) foram as principais líderes de alta, com ganhos de 3,02% e 3,53%, respectivamente. Os bancos também tiveram um desempenho forte, com altas de 2% a 4%.
O dólar comercial fechou com uma baixa de 1,13%, cotado a R$ 5,320. Os juros futuros recuaram por toda a curva, com taxas variando de 13,72% a 13,84%.
O mercado financeiro gostou do recuo na ação militar e nas tarifas de Trump em relação à Europa, e as ações em Nova York dispararam. No entanto, as bolsas europeias fecharam mistas e sem força.
O ouro fechou em alta, e o petróleo também teve um desempenho positivo, com o Brent fechando a US$ 65,24 e o WTI a US$ 60,62.
A China manteve sua liturgia diplomática e rejeitou a especulação de que competiria por influência no Ocidente.
No cenário doméstico, a pesquisa AtlasIntel mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários de primeiro turno para a eleição presidencial de outubro, com chances de vencer em primeiro turno.
O especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, afirmou que a alta reflete a continuidade do forte fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira, em meio a uma rotação global para mercados emergentes, favorecida pelo alívio geopolítico após declarações mais moderadas de Donald Trump em Davos.
Os varejistas também tiveram um desempenho forte, com altas de 2% a 7%.
O JPMorgan avalia que o Brasil está bem posicionado para se beneficiar do movimento global de alocação em mercados emergentes, em um cenário de retomada de fluxos para a classe de ativos no início de 2026.
A quinta-feira terá um retorno de foco aos indicadores econômicos, com a divulgação do PIB do 3T25 e a inflação PCE nos EUA.
- Ibovespa: 171.816,67 pontos, alta de 3,33%
- Dólar comercial: R$ 5,320, baixa de 1,13%
- Juros futuros: taxas variando de 13,72% a 13,84%
- Ouro: alta
- Petróleo: Brent a US$ 65,24 e WTI a US$ 60,62
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