Brasil entra no top 5 global de uso de stablecoins
O mercado de stablecoins, criptoativos lastreados em moedas fiduciárias, como o dólar, tem crescido significativamente nos últimos anos. De acordo com um estudo publicado pela TRM Labs, esses ativos movimentaram US$ 4 trilhões apenas entre janeiro e julho de 2025, um crescimento de 83% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O Brasil aparece como um dos principais mercados com maior adoção de stablecoins, ao lado de países como Índia, Estados Unidos, Paquistão e Filipinas. Isso se deve ao fato de que as stablecoins oferecem uma forma segura e eficiente de realizar pagamentos internacionais, remessas e proteção contra a inflação.
Uso prático e crescimento
Diferente dos ciclos anteriores, marcados pela especulação em torno do Bitcoin, o atual crescimento do mercado de stablecoins é impulsionado por casos de uso prático. O relatório destaca um salto de 125% na adoção liderada pelo varejo, mesmo em países com restrições cambiais ou banimentos formais.
Além disso, o estudo aponta que 99% da atividade com stablecoins é lícita, derrubando o mito de que o setor é predominado por crimes. Com o aumento do monitoramento, agentes mal-intencionados migraram para outros instrumentos, enquanto o mercado institucional abraçou a tecnologia.
- As stablecoins são utilizadas por tesourarias de grandes, pequenas e médias empresas e plataformas digitais para movimentar capital fora das janelas bancárias tradicionais.
- Elas operam com liquidez 24 horas por dia, 7 dias por semana.
- Reduzem custos de câmbio e fricção em transações transfronteiriças.
Na América Latina, o uso de stablecoins não é guiado por narrativa ou especulação, mas por necessidade econômica. Elas se tornaram uma camada operacional invisível, mas essencial.
O banco central brasileiro publicou resoluções que entram em vigor em fevereiro, consolidando o papel das Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) e trazendo mais segurança jurídica para o setor.
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