Resumo do Mercado
O Ibovespa mostrou pouca força nesta segunda-feira, com uma amplitude quase nula, e fechou com uma perda de 0,13%, aos 163.150,35 pontos. Essa perda foi influenciada pela preocupação geopolítica e pela pressão sobre o Federal Reserve (Fed) dos EUA.
O dólar comercial subiu 0,12%, a R$ 5,372, após começar em baixa, deixando o real quase como começou o dia. Os juros futuros (DIs) fecharam com baixas por toda a curva.
Preocupação com o Fed
O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou que o banco central foi alvo de intimações de um grande júri emitidas pelo Departamento de Justiça, que ameaçam uma acusação criminal relacionada ao depoimento prestado por ele ao Congresso em junho sobre as reformas em andamento na sede do Fed.
O Goldman Sachs descreveu a ameaça contra Powell como uma elevação dos temores sobre a independência do Fed. O presidente Donald Trump tentou amenizar as coisas, dizendo que preza pela independência da instituição, mas a desconfiança persiste.
Tensões Geopolíticas
Além da pressão sobre o Fed, o mercado também está lidando com tensões geopolíticas, incluindo a ameaça do governo Trump de invadir a Groenlândia e a reação sanguinária do regime ditatorial do Irã aos protestos.
O líder supremo do Irã comparou Trump a um faraó e alertou para a “queda de tiranos”. Essas tensões globais têm impactado os mercados, com o ouro, um ativo defensivo clássico, atingindo novos recordes.
Brasil Elevado a Compra
Apesar das tensões globais, o Bank of America elevou o Brasil a “compra”, de uma classificação “neutra” anterior, na expectativa de um ciclo profundo de cortes de juros no país.
No entanto, os investidores ainda estão cautelosos, especialmente devido aos problemas fiscais do Brasil e à dívida pública bruta, que deve atingir 88,6% do PIB em 2032, segundo novas estimativas divulgadas.
Outros Destaques
Outros destaques do dia incluem a alta das ações da Vale e da Petrobras, bem como a queda das ações dos bancos. O dólar comercial fechou com uma alta de 0,12%, a R$ 5,372.
Os investidores continuam a monitorar os desenvolvimentos geopolíticos e a pressão sobre o Fed, o que pode influenciar os mercados nos próximos dias.
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