XP Vê Cenário de Cautela e Reforça Diversificação para o 2º Semestre
A bolsa brasileira apresenta uma janela de oportunidade, mas exige seletividade, segundo Rachel de Sá, estrategista de investimentos da XP. O cenário atual é marcado por inflação pressionada, juros elevados e incerteza eleitoral, o que coloca os investidores diante de escolhas difíceis. No entanto, com uma diversificação bem feita, é possível obter ganhos.
O contexto global também pesa na tomada de decisões de investimento. O conflito no Oriente Médio mantém o preço do petróleo acima de US$ 90 o barril, alimentando a inflação em cadeia. Além disso, o pacote fiscal do presidente Donald Trump nos Estados Unidos injeta estímulo na economia num momento em que o Federal Reserve já deveria estar segurando o gatilho.
Recomendações de Alocação
A XP apresentou suas recomendações de alocação para os próximos seis meses, com um portfólio “trocado” que inverte o modelo clássico de mercado. A composição é de 55% em renda fixa, 40% em renda variável e 5% em ativos alternativos. Além disso, a XP reduziu o prazo médio recomendado para os títulos de renda fixa no exterior, saindo de quatro ou quatro anos e meio para dois anos.
No mercado doméstico, a XP mantém um prazo médio de seis anos para a renda fixa atrelada à inflação. A explicação é que grande parte da incerteza já se reflete nas taxas. Dentro da renda fixa brasileira, a preferência recai sobre títulos atrelados ao IPCA, devido às taxas historicamente altas e ao risco inflacionário global relevante.
- A XP vê um cenário de cautela e reforça a diversificação para o 2º semestre.
- O portfólio “trocado” é composto por 55% em renda fixa, 40% em renda variável e 5% em ativos alternativos.
- A XP reduziu o prazo médio recomendado para os títulos de renda fixa no exterior.
- A preferência no mercado doméstico é por títulos atrelados ao IPCA.
Em resumo, a XP vê um cenário de cautela e reforça a diversificação para o 2º semestre, com um portfólio “trocado” e uma redução no prazo médio recomendado para os títulos de renda fixa no exterior. No mercado doméstico, a preferência é por títulos atrelados ao IPCA.
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