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XP ajusta números para WEG após 1T e projeta crescimento mais lento em 2026

Revisão das Expectativas para a WEG

A XP Investimentos revisou suas expectativas para a WEG, ajustando o preço-alvo para R$ 47 até o final de 2026. Isso ocorre devido a um cenário operacional mais apertado no curto prazo e revisões para baixo nas expectativas de lucro.

Os analistas destacam que a WEG ainda mantém um perfil de expansão no longo prazo, mas os balanços recentes mostram que a rentabilidade líquida para 2026-2027 deve ficar entre 6% e 10% abaixo do que o consenso de mercado previa anteriormente.

Desaceleração Projetada

A desaceleração projetada para o próximo ano é reflexo direto de gargalos na capacidade de produção e de impactos desfavoráveis do câmbio, que devem limitar o avanço consolidado da receita em real a apenas 3%.

A XP Investimentos mantém a ideia de “ventos contrários” sobre a WEG, ao menos até um ponto de virada que está previsto para o biênio de 2027-2028, quando é esperada uma reaceleração mais robusta.

Lucratividade e Margens

A lucratividade da companhia deve enfrentar um primeiro semestre de 2026 mais volátil do que o antecipado, com uma normalização esperada apenas a partir da segunda metade do ano.

A estimativa é que o lucro líquido atinja entre R$ 6,3 bilhões e R$ 7,3 bilhões no biênio 2026-2027, respectivamente, refletindo a recente valorização da moeda nacional nos modelos matemáticos da instituição.

Riscos e Oportunidades

Os riscos que podem pressionar o desempenho das ações estão concentrados em fatores externos, como a volatilidade macroeconômica global e possíveis impactos do conflito entre Estados Unidos e Irã nas cadeias de suprimentos.

No entanto, a WEG pode se beneficiar de um eventual re-rating do setor industrial, impulsionado pelo aumento do capex em redes elétricas para suportar o avanço da inteligência artificial.

  • Revisão do preço-alvo para R$ 47 até o final de 2026
  • Desaceleração projetada para o próximo ano devido a gargalos na capacidade de produção e impactos desfavoráveis do câmbio
  • Lucratividade da companhia deve enfrentar um primeiro semestre de 2026 mais volátil do que o antecipado
  • Riscos concentrados em fatores externos, como a volatilidade macroeconômica global e possíveis impactos do conflito entre Estados Unidos e Irã nas cadeias de suprimentos

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