WEG: Análise das Ações WEGE3
O Bank of America (BofA) realizou uma análise detalhada das ações da WEG (WEGE3), apontando tanto uma boa quanto uma má notícia para os investidores atuais e potenciais. A equipe de análise, liderada por Rogerio Araújo e Gabriel Frazão, destacou que a expansão da capacidade produtiva da WEG no segmento de transmissão e distribuição (T&D) trará uma pressão temporária sobre as margens da companhia nos próximos trimestres, mas também reforça a tese de crescimento estrutural para os próximos anos.
A expansão da capacidade de T&D no Brasil, seguida por expansões no México e na Colômbia, deve dobrar a capacidade do segmento, que já responde por mais de 20% das receitas da companhia. No entanto, os custos necessários para sustentar essa expansão, especialmente despesas com pessoal, começarão a ser reconhecidos antes que a nova capacidade esteja plenamente convertida em receitas, o que pode pressionar a margem Ebitda.
Impacto sobre as Margens
A pressão sobre as margens deve ser parcialmente compensada pelo perfil da carteira de encomendas associada à expansão. Uma parcela relevante dos novos contratos envolve equipamentos de ciclo longo, cuja receita é reconhecida pelo método de percentual de conclusão (PoC), permitindo que parte da produção comece a gerar receita e resultado ainda durante a fase de aceleração operacional.
A equipe de análise do BofA estima que a pressão sobre as margens se inverterá com o avanço da utilização das novas plantas, transformando-se em um impulso positivo a partir de 2028. Além disso, a desvalorização do real diante do dólar contribui para sustentar as receitas da companhia, que possui forte exposição internacional.
Projeções e Recomendações
O BofA projeta receita líquida de R$ 41,2 bilhões em 2026, com crescimento modesto de 1,1% na comparação anual, mas espera aceleração para altas de 15,2% em 2027 e 14% em 2028. O lucro líquido estimado é de R$ 6,4 bilhões neste ano, avançando para R$ 7,8 bilhões em 2027 e R$ 9 bilhões em 2028.
No entanto, o banco entende que a valorização das ações já incorpora boa parte dessa trajetória de crescimento, e a relação entre risco e retorno permanece equilibrada no momento. Portanto, o BofA mantém recomendação neutra para as ações da WEG, com preço-alvo de R$ 53, representando um potencial de valorização de cerca de 13% sobre o fechamento das ações na véspera.
- Expansão da capacidade produtiva no segmento de T&D.
- Pressão temporária sobre as margens da companhia.
- Reforço da tese de crescimento estrutural para os próximos anos.
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