Resiliência da Vivara em meio à alta do ouro
A alta nos preços do ouro e da prata tem pressionado a performance da Vivara (VIVA3), mas os analistas acreditam que a empresa tem o que é necessário para lidar com o crescimento dos preços. De acordo com a XP Investimentos, alavancas operacionais adicionais devem contribuir para mitigar a pressão de custos e oferecer algum colchão de margem em cenários mais otimistas.
As principais ferramentas de mitigação da Vivara são a estratégia de preços e a otimização de peso dos produtos. A empresa já iniciou reajustes de preços e tem testado a elasticidade da demanda, evitando reajustes generalizados que poderiam comprometer os volumes. Os analistas do Itaú BBA consideram os sinais iniciais encorajadores, especialmente na categoria de ouro.
Recomendações e preços-alvo
O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para a VIVA3, mas reduziu o preço-alvo de R$ 39,0 para R$ 36,0 ao final de 2026. A XP seguiu a mesma linha, mantendo a recomendação e diminuindo o preço alvo de R$ 41,0 para R$ 38,0. A Vivara segue como principal recomendação do setor.
Outra alavanca da Vivara está na fábrica própria, que permite maior agilidade no desenvolvimento de produtos, ajustes de design, redução de peso das peças e eventual internalização da produção quando a demanda se mostra consistente. A otimização do peso dos produtos pode funcionar como uma ferramenta eficiente para a companhia.
O que esperar de 2026
No curto prazo, os analistas esperam resultados bons, com crescimento de receita e destaque positivo para a margem bruta. No entanto, a margem Ebitda tende a sofrer com maiores despesas de marketing e recomposição do quadro de vendedores. O ano de 2026 será decisivo para a geração de caixa da companhia, que tem sido um ponto fraco da Vivara.
As estimativas dos analistas preveem uma normalização de estoques, com redução relevante do capital empatado em mercadorias. Essa dinâmica deve destravar a conversão de resultados em caixa. Pelas estimativas atuais, a companhia pode gerar cerca de R$ 340 milhões de fluxo de caixo livre (FCF), o que representa um rendimento próximo de 6% sobre o valor de mercado da empresa.
O principal fator de risco para o crescimento permanece concentrado na bandeira Life, que é mais sensível ao preço da prata e reage à resposta do consumidor aos reajustes recentes. A expectativa é de desaceleração desse indicador ao longo do ano.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link