Produtos Importados pelo Brasil e o Tarifaço sobre Trabalho Forçado
O governo dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de sobretaxas sobre produtos brasileiros que entram no mercado americano, com uma tarifa adicional de 12,5%. Isso ocorre no contexto de uma investigação sobre países que falharam em proibir e fiscalizar importações de bens produzidos com trabalho forçado.
A lista de produtos que podem ser afetados inclui alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco. Além disso, a produção da carne bovina congelada brasileira também é citada como um exemplo de estudo de caso, com registros de uso de trabalho forçado na produção de gado no Brasil.
Investigação e Tarifas
A investigação é baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e mira 60 economias. Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), 54 delas, incluindo o Brasil, não teriam imposto nem aplicado de forma efetiva uma proibição à importação de produtos feitos com trabalho forçado.
A medida ainda não entra em vigor imediatamente e haverá consulta pública, com prazo para comentários por escrito até 6 de julho, e audiências a partir de 7 de julho.
Reação Brasileira e Exceções
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou a família Bolsonaro pela situação e acusou-os de conspirar contra o país. Além disso, a proposta também prevê exceções ao novo regime tarifário, incluindo carne bovina, tomates, bananas, café, suco de laranja e outros alimentos.
Importações de vestuário e têxteis de alguns países também poderão entrar com tarifa reduzida, dentro de cotas específicas.
- Alumínio
- Algodão
- Eletrônicos
- Baterias de lítio
- Tabaco
- Carne bovina congelada
A ofensiva comercial ocorre em um momento de tensão para a economia global, com mercados financeiros pressionados pela guerra envolvendo o Irã e pela alta dos preços do petróleo e do gás natural.
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