Varredura dos EUA em celular de brasileiro revelou lavagem de R$ 10 bi do PCC
A Polícia Federal (PF) realizou uma operação contra o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), após a análise de um celular apreendido nos EUA. O celular pertencia a Ygor Fokin Saviolli, apontado como coordenador logístico de um esquema de lavagem de R$ 10 bilhões do PCC.
A investigação, que começou há três anos, foi realizada em parceria com o Homeland Security Investigations (HSI) dos EUA. A análise do celular revelou vídeos, imagens e comprovantes de transferências em espécie que indicam operações ligadas à facção. Além disso, os investigadores encontraram mensagens e registros que se referiam à venda de drogas, especialmente haxixe, utilizando linguagem cifrada, como o termo “iPhone” para se referir a entorpecentes.
A Operação Exchange, deflagrada pela PF, executou 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária em endereços de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Além disso, foi determinado judicialmente o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até R$ 10,4 bilhões.
Os principais alvos da operação são Ygor Fokin Saviolli e Victor Henrique de Oliveira Shimada, que são apontados como líderes do esquema de lavagem e tráfico de drogas. Shimada está foragido e é suspeito de operar uma rede complexa e estruturada que ajudava na logística do branqueamento e ocultação patrimonial do PCC.
Os investigadores da PF caracterizam Shimada como um “grande lavador de dinheiro” e figura conhecida no mercado norte-americano. Ele é suspeito de utilizar empresas para movimentar, ocultar e dissimular recursos de origem ilícita, principalmente do tráfico de drogas.
A operação também envolveu a prisão de Stella Stefanie Nunes, que foi sancionada pelo governo dos EUA por suposta ligação com o PCC. Além disso, foram identificados outros suspeitos que atuavam como operadores financeiros, negociadores de substâncias entorpecentes e responsáveis pelo apoio operacional e logístico.
A lista dos alvos da Operação Exchange inclui:
- Victor Henrique de Oliveira Shimada: líder do esquema, coordenador logístico e responsável pelo controle financeiro do grupo.
- Ygor Fokin Saviolli: líder do esquema, coordenador logístico e de controle financeiro, com atuação na distribuição de substâncias entorpecentes.
- Paulo Roberto Macedo, conhecido como “Urso”: operador financeiro responsável pelo recebimento, guarda, transporte e repasse de grandes quantias em dinheiro.
- Gabriel Innocente: negociador de substâncias entorpecentes, especialmente haxixe, responsável por intermediar os pagamentos dessas transações.
- Amauri Henrique de Oliveira: responsável pelo apoio operacional e logístico, além do transporte e recolhimento de dinheiro em espécie.
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