Resumo dos Resultados da Vale no 1T26
A Vale divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2026, mostrando uma alta anual de 36% no lucro líquido, atingindo US$ 1,89 bilhão. No entanto, os números apresentados foram abaixo do esperado para o Ebitda, com destaque para a alta de custos. Isso levou a uma queda nas ações da empresa, com os ADRs registrando uma queda de cerca de 1% antes da abertura do mercado e estendendo-se para uma queda de 2,63% durante o pregão regular.
De acordo com a XP, os resultados foram marginalmente abaixo do esperado, com um Ebitda ajustado proforma de US$ 3,9 bilhões, 3% abaixo do consenso. A alta de custos foi impactada por fatores como a apreciação do real e efeitos de turnover, além de custos unitários mais altos em todas as linhas. No entanto, os custos de frete caíram 3% anualmente, refletindo a efetividade da estratégia de afretamento de longo prazo da Vale.
Análise dos Resultados
- O Bradesco BBI interpreta os números como neutros do ponto de vista de reação de mercado, mas positivos sob a ótica de execução operacional e consistência da tese.
- A estratégia de volumes de minério de ferro continua sustentando prêmios resilientes, e as operações de metais básicos seguem melhorando.
- O JPMorgan reforça que os resultados foram ligeiramente abaixo do esperado, mas que compraria as ações em caso de queda.
As visões dos analistas são diversas, com a XP mantendo recomendação neutra para os ativos, enquanto o BBI e o BTG Pactual mantêm recomendação de compra. O JPMorgan também recomenda compra em caso de queda. A ação da Vale continua negociando a um rendimento de fluxo de caixa livre estimado em torno de 11% para 2026, o que sustenta uma assimetria favorável e aumenta a probabilidade de dividendos extraordinários a partir do segundo semestre.
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