Trader com TDAH: A Jornada de Perda e Redescoberta
Rafael Covas, um empreendedor do setor farmacêutico e trader, tem uma história de superação no mercado financeiro. Após uma perda expressiva de quase R$ 1 milhão, ele redesenhou sua estratégia de trading, incorporando robôs para minimizar o impacto emocional nas decisões.
A trajetória de Covas no mercado começou de forma conservadora, com foco em renda fixa, e gradualmente evoluiu para operações mais dinâmicas, especialmente no mercado de opções. No entanto, a migração para o day trade trouxe desafios emocionais, expostos pela sua condição de TDAH e ansiedade, que interferiam diretamente nas decisões operacionais.
A Perda que Mudou Tudo
O episódio que mudou a trajetória de Covas ocorreu em um momento de alta volatilidade, resultando em uma perda significativa. “Eu tomei um stop [loss] de quase um milhão de reais”, relata. Esse evento marcou uma ruptura definitiva com o operacional manual, levando à adoção da automação como parte essencial de sua estratégia.
A automação, para Covas, não é apenas uma ferramenta, mas uma necessidade operacional. Ele utiliza robôs validados, adaptando os parâmetros conforme o cenário de mercado. Essa abordagem exige leitura constante do mercado e decisão ativa, redefine o papel do operador, mas não o elimina.
Construção da Carteira
A carteira de Covas é construída de forma equilibrada, com 80% do investimento alocado em ativos de longo prazo e 20% destinado ao trading. A diversificação é um pilar importante, combinando diferentes classes de ativos para reduzir o risco. “Minha carteira contém renda fixa, algumas outras rendas um pouco mais agressivas, ações, ouro, alguma coisa de criptomoeda também”, explica.
Essa abordagem conservadora e equilibrada permite que Covas opere cerca de meio milhão de contratos futuros por mês, utilizando majoritariamente robôs validados. A automação, portanto, não apenas reduz o impacto emocional, mas também aumenta a eficiência operacional, permitindo que ele gere lucros consistentes no mercado.
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