Tesouro Direto: Taxas Sobem e IPCA+ Volta a Pagar 8%
As taxas dos títulos do Tesouro Direto estão em alta na manhã desta terça-feira, pressionadas por um movimento global de venda de títulos públicos. Isso ocorre após a forte elevação dos rendimentos dos Treasuries nos EUA e uma liquidação nos bonds japoneses, o que contaminou os mercados internacionais de dívida.
Entre os títulos prefixados, a alta é generalizada. O Tesouro Prefixado 2028 passou a pagar 13,12% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2032 subiu para 13,79%. Já os papéis atrelados à inflação também apresentam avanço, com o Tesouro IPCA+ 2029 passando a pagar 8,00% de juro real.
Pressão Externa
A curva de juros local sofre pressão da alta dos rendimentos dos Treasuries nos EUA, após a reabertura do mercado americano. Além disso, a liquidação intensa nos títulos do governo do Japão também contribuiu para a pressão, com os rendimentos dos papéis de vencimento mais longo atingindo máximas históricas.
O cenário externo segue marcado pelo aumento das tensões comerciais entre os EUA e países europeus, o que reforçou o ajuste nos prêmios de risco globais e pressionou as curvas de juros, inclusive no Brasil.
Expectativas
O movimento ocorre antes de um novo leilão semanal de LFT (Tesouro Selic) e NTN-B (Tesouro IPCA+). A expectativa é que, dada a elevação das taxas, o Tesouro Nacional seja obrigado a reduzir sua oferta de NTN-B.
Veja as taxas do Tesouro Direto:
- Tesouro Selic 2028: SELIC + 0,0445%
- Tesouro Prefixado 2028: 13,12%
- Tesouro IPCA+ 2029: IPCA + 8,00%
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,42%
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,12%
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