Tesouro Direto: Taxas Decolam e Voltam a Indicar Alta da Selic
O mercado financeiro brasileiro está enfrentando um período de grande volatilidade após o discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh. As taxas do Tesouro Direto dispararam na volta da suspensão das negociações, refletindo a digestão completa do discurso de Warsh e a reavaliação da fala do presidente do Fed.
Os prefixados do Tesouro Direto subiram significativamente, com o Prefixado 2029 atingindo 14,73%, ante 14,47% registrados antes da interrupção. O Prefixado 2032 subiu para 14,67%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 foi a 14,53%. Esses movimentos indicam que o mercado está precificando uma elevação da Selic, atualmente em 14,50% ao ano.
Impacto do Discurso de Warsh
O discurso de Warsh foi interpretado como um sinal de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos. Isso aumenta a atratividade dos ativos americanos e pressiona as moedas emergentes, incluindo o real brasileiro. O dólar voltou a operar acima de R$ 5 após a coletiva, e o índice DXY superou os 100 pontos.
Essa situação encarece o custo de capital para o Brasil e empurra a curva de juros doméstica para cima. O mercado local, incluindo o Ibovespa, foi impactado diretamente pela postura do Fed, com o índice passando a cair forte após o comunicado.
Taxas do Tesouro Direto
As taxas do Tesouro Direto às 17h23 desta quarta-feira (17) são as seguintes:
- Tesouro Prefixado 2029: 14,73%
- Tesouro Prefixado 2032: 14,67%
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,53%
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,33%
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,86%
Essas taxas refletem a volatilidade do mercado e a reavaliação da fala do presidente do Fed. É importante estar atento às mudanças no mercado financeiro e às decisões do Fed para tomar decisões informadas sobre investimentos.
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