Taxas dos DIs sobem com Oriente Médio e noticiário político no radar
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a segunda-feira com altas firmes, acima de 15 pontos-base em vários vencimentos, em sintonia com o avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior. Isso ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a retomada do bloqueio naval contra o Irã.
O noticiário político brasileiro também esteve no radar, após nova pesquisa eleitoral e proibição de que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visite o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em prisão domiciliar.
As taxas do DI para janeiro de 2028 e janeiro de 2035 marcaram 14,015% e 14,39%, respectivamente, com altas de 16 e 13 pontos-base ante os ajustes anteriores.
- A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 14,015%, com alta de 16 pontos-base.
- A taxa do DI para janeiro de 2035 fechou em 14,39%, com elevação de 13 pontos-base.
No fim de semana e nesta segunda-feira, forças dos EUA e do Irã trocaram ataques com mísseis e drones no Oriente Médio. Teerã informou ter fechado novamente o Estreito de Ormuz, via de transporte de cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo.
O presidente Trump afirmou que os EUA estavam restabelecendo o bloqueio naval ao Irã e que os EUA seriam reembolsados em 20% de toda a carga transportada pelo Estreito de Ormuz.
Em reação, o petróleo Brent teve ganhos fortes durante a sessão, retornando para acima dos US$80 o barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançaram.
No Brasil, as tensões no Oriente Médio se traduziram na alta das taxas dos DIs, ampliada pelo anúncio de Trump e pelo noticiário político.
Um operador ouvido pela Reuters pontuou que o cenário externo, juntamente com as notícias envolvendo Damares e Flávio, dava suporte à curva de juros brasileira.
Uma nova pesquisa eleitoral BTG/Nexus mostrou empate técnico na disputa pelo Planalto entre Lula e Flávio, com Lula tendo 47% das intenções de voto e Flávio tendo 44%.
O boletim Focus divulgado mais cedo mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para a taxa básica Selic no fim de 2026 seguiu em 14,00%, o que pressupõe mais um corte até o fim do ano de 25 pontos-base da taxa básica.
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