Taxas dos DIs caem após Trump elogiar Lula e acenar com reunião
As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a terça-feira em queda firme, de 10 pontos-base em alguns vencimentos, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso na ONU. Isso reduziu os receios no mercado de novas medidas econômicas contra o Brasil.
Trump disse que se reunirá com Lula na próxima semana e afirmou que teve “excelente química” com o brasileiro. A possível conversa foi confirmada pelo governo do Brasil. O mercado reagiu positivamente à notícia, interpretando-a como um sinal de possível aproximação diplomática entre Brasil e Estados Unidos.
- A taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 13,98%, ante o ajuste de 14,031% da sessão anterior.
- A taxa para janeiro de 2028 marcava 13,23%, ante o ajuste de 13,327%.
- Entre os contratos longos, a taxa para janeiro de 2030 estava em 13,23%, ante 13,324% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2035 tinha taxa de 13,425%, ante 13,5%.
A participação de Lula na assembleia da ONU era bastante esperada pelos agentes do mercado, que nos últimos dias demonstraram temor de que Trump pudesse adotar mais medidas econômicas contra o Brasil. Em julho, Trump havia definido uma tarifa de 50% para uma série de produtos brasileiros, citando como uma das justificativas o julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu aliado, condenado posteriormente a 27 anos e 3 meses de prisão.
Os comentários de Trump trouxeram alívio ao mercado e fizeram o dólar renovar mínimas ante o real. Na renda fixa, as taxas dos DIs também aprofundaram perdas, em meio à percepção de que o aceno de Trump a Lula reduz o risco de novas medidas contra a economia brasileira.
Para Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master, o BC assumiu “com mais clareza” que o ciclo de elevações da Selic está encerrado. “É claro que ele deixa uma abertura dizendo que se precisar aumentar, ele vai. Mas o registro de modo geral mudou. Agora é um registro de um Copom que vai esperar para ver o que a firme elevação da taxa de juros vai trazer para a economia brasileira”, disse Gala.
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