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Impacto da Decisão da Suprema Corte dos EUA nas Taxas dos DIs

A decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar as tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump sobre outros países teve um impacto significativo nas taxas dos DIs no Brasil. As taxas fecharam em baixa na sexta-feira, com a taxa do DI para janeiro de 2028 caindo 7 pontos-base para 12,54% e a taxa do DI para janeiro de 2035 recuando 6 pontos-base para 13,38%.

Essa queda foi acompanhada por uma queda firme do dólar no Brasil e um fortalecimento do Ibovespa, com os ativos de maior risco sendo beneficiados pela decisão. A Suprema Corte dos EUA rejeitou as tarifas aplicadas por Trump com base em uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais, decidindo que a interpretação de que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) concede a Trump o poder de impor tarifas interferiria nas atribuições do Congresso e violaria a doutrina das “questões principais”.

Reações ao Anúncio

A decisão da Suprema Corte fez disparar a busca global por ativos de maior risco. No Brasil, a reação foi de queda das taxas dos DIs e do dólar, que chegou a ser cotado abaixo dos R$5,18, com o Ibovespa zerando as perdas vistas mais cedo e passando a subir à tarde. Trump lamentou a decisão e disse que dispõe de métodos ainda mais rigorosos para impor tarifas, já anunciando que assinará uma ordem para impor uma tarifa global de 10%.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries tiveram movimento inverso e subiram, com os agentes se desfazendo de títulos norte-americanos após a decisão. A estrategista-chefe da Nomad, Paula Zogbi, lembrou que as tarifas de Trump haviam sido vendidas politicamente como uma fonte de receitas para redução do déficit dos Estados Unidos.

  • A derrubada da maior parte dessas tarifas remove essa fonte potencial de consolidação fiscal no longo prazo.
  • Isso pode afetar os juros de longo prazo, que já apresentam altas em resposta à decisão.
  • Às 16h35, o rendimento do Treasury de dez anos subia 1 ponto-base, a 4,086%.

Os títulos norte-americanos precificavam em 46,2% a chance de o Federal Reserve manter sua taxa de referência estável na decisão de política monetária de junho, contra 45,6% de probabilidade de corte de 25 pontos-base.

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