Tarifa dos EUA contra Brasil: O que está em jogo
O governo dos Estados Unidos propôs uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras, mas incluiu uma extensa lista de exceções que preserva parte relevante das exportações do Brasil. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu a investigação comercial contra o país e incluiu 73 páginas de produtos que permanecerão fora da cobrança.
Entre os itens isentos estão materiais informativos, doações, determinadas carnes, frutas, café, chá, cereais, sementes, minerais, terras raras, aeronaves brasileiras e peças aeronáuticas, além de produtos químicos orgânicos, farmacêuticos e fertilizantes.
Investigação e proposta tarifária
A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O prazo legal para definição e possível implementação das medidas termina em 15 de julho de 2026. A conclusão do processo ocorreu enquanto Brasil e Estados Unidos ainda negociavam alternativas para evitar novas barreiras comerciais.
O USTR afirma que determinados atos, políticas e práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio americano. Com o encerramento da investigação, o órgão formalizou a proposta tarifária e abriu nova etapa de consulta pública antes de eventual adoção das sanções.
Criticas do USTR
O relatório final distribui críticas em seis áreas principais: comércio digital, serviços de pagamento, acordos tarifários, desmatamento, etanol, propriedade intelectual e combate à corrupção. O banco central brasileiro é questionado por favorecer o sistema Pix ao atuar simultaneamente como regulador e proprietário da plataforma.
- Comércio digital: tribunais brasileiros emitiram ordens secretas que obrigaram empresas americanas de mídia social a remover conteúdos políticos.
- Serviços de pagamento: o Pix é questionado por limitar taxas cobradas por concorrentes americanos.
- Acordos tarifários: os Estados Unidos contestam acordos comerciais firmados pelo Brasil com México e Índia.
As negociações entre Brasil e Estados Unidos continuam, mas o USTR afirma que ainda há divergências substanciais na resolução das questões identificadas na investigação.
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