Tamanho importa para FIIs que investem em outros fundos?
O crescimento da indústria de fundos imobiliários no Brasil trouxe uma nova provocação ao mercado: existe um tamanho ideal para os fundos de fundos (FOFs)? Essa é uma pergunta que tem gerado debate entre os especialistas do setor.
De acordo com Mauro Dahruj, gestor do HFOF11, a resposta depende essencialmente do posicionamento estratégico do fundo. “Essa é uma provocação válida. Depende de como você quer posicionar o seu fundo”, afirmou. Ele destacou que a estratégia do HFOF sempre foi acessar as melhores oportunidades, tanto em fundos líquidos listados quanto em operações estruturadas no mercado imobiliário.
Além disso, Dahruj ressaltou que menos da metade do portfólio atual do HFOF está vinculada ao IFIX, o que indica uma atuação além dos grandes fundos líquidos. Mais da metade das posições hoje são operações estruturadas, não são fundos grandes e líquidos. Isso permite ao fundo ter uma carteira diversificada e dinâmica.
Na visão do gestor, o mercado brasileiro amadureceu significativamente nas últimas duas décadas, o que ampliou a diversidade de ativos e oportunidades para os FOFs. Ele acredita mais em fundos de gestão ativa do que em estruturas passivas, pois a capacidade da equipe de identificar e estruturar oportunidades é fundamental para agregar valor ao cotista.
Outros especialistas, como Isabella Almeida, gestora da Rio Bravo, também compartilham da ideia de que o tamanho do fundo não é o único fator determinante. Ela destacou que os fundos multiestratégia (Hedge Funds) possuem uma capilaridade maior do que os FOFs tradicionais, pois exploram um universo mais amplo de ativos.
- Os fundos maiores conseguem acessar mesas de negociação relevantes e participar de grandes transações imobiliárias.
- No entanto, o crescimento excessivo pode dificultar a entrada e saída de posições em segmentos com menor liquidez.
- Fundos muito pequenos podem não ter “cheque” suficiente para acessar oportunidades maiores, como a aquisição direta de imóveis.
Em resumo, o tamanho do fundo é apenas um dos fatores que devem ser considerados. O equilíbrio está no crescimento alinhado ao avanço da própria indústria, permitindo que os fundos cresçam de forma saudável e sustentável.
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