Aquisição da Arbex pela Suzano: Análise do Impacto no Mercado
A Suzano (SUZB3) concluiu a compra de 51% de participação societária na FamPro Tissue Holdings B.V., agora denominada Arbex, da Kimberly-Clark, por US$ 1,3 bilhão. Essa aquisição corrobora a estratégia de diversificação da empresa, mas também deve provocar alguma pressão sobre o resultado do balanço patrimonial devido ao desembolso de caixa.
De acordo com a Genial Investimentos, os principais pontos a serem monitorados nos próximos trimestres incluem:
- O detalhamento do balanço de abertura e do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da Arbex, que definirá o real impacto sobre a alavancagem consolidada;
- O ritmo de captura de sinergias industriais/comerciais entre as duas companhias;
- A trajetória da alavancagem financeira, que já parte de um patamar desafiador antes mesmo da consolidação do novo ativo.
A Genial Investimentos destaca que o ponto mais relevante da transação não é o valor de US$ 1,3 bilhão em si, mas a razão de sua diferença frente aos US$ 1,7 bilhão contratados originalmente. O desembolso de caixa da Suzano caiu cerca de 25% com a aquisição, em parte porque a própria Arbex passou a se autofinanciar parcialmente via dívida.
A dívida líquida da joint venture deve ser integralmente consolidada nas demonstrações financeiras da Suzano, e não apenas em 51%. Isso deve ter implicação direta de alavancagem. Uma estimativa elaborada pela Genial aponta para uma possível adição bruta de até aproximadamente US$ 2,3 bilhões à dívida líquida consolidada, antes de qualquer contribuição de Ebitda da nova operação.
Os analistas do Bradesco BBI esperam que a desalavancagem seja retomada à medida que os lucros e a geração de caixa melhorem. A expectativa é de alavancagem caindo para 2,1x e 2,5x até o final de 2027. Daqui para frente, os investidores provavelmente se concentrarão na capacidade da Arbex de gerar crescimento e sinergias.
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