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Suspense com o Copom: Selic terá corte de meio ponto, 0,25 p.p. ou será mantida?

Suspense com o Copom: Selic terá corte de meio ponto, 0,25 p.p. ou será mantida?

O cenário econômico está repleto de incertezas, especialmente com o conflito no Oriente Médio, o que elevou o risco de inflação e fez com que vários bancos e casas de investimento revissem suas projeções para o corte da taxa básica de juros, a Selic. Em janeiro, a expectativa era de que o início de cortes seria em março, com um corte de 0,50 ponto percentual, mas agora as projeções consideram um corte menor, de 0,25 p.p., ou até mesmo a manutenção da taxa atual.

Entre as instituições que revisaram suas projeções, estão o JP Morgan, Bank of America (BofA), Itaú BBA, ASA e Banco Pine. Elas citam a incerteza elevada e o balanço de riscos menos favorável associado à alta do petróleo, que passou de US$ 72 por barril para uma média de US$ 103. O BofA sustenta a projeção baseado nos efeitos da política monetária restritiva, mas com os riscos de alta no petróleo devido à guerra, o tamanho do corte seria reduzido.

O JP Morgan usa a expressão “incertezas significativas” para falar da duração e magnitude dos efeitos da guerra sobre os preços globais e sobre o real brasileiro. A instituição diz que o Banco Central deve optar pelo corte de 0,25 p.p. para manter o compromisso sinalizado na reunião anterior, de iniciar a redução do juro, mas sem abrir mão da necessidade de mais dados antes de seguir com maior firmeza no plano.

  • Algumas instituições, como o ASA e o Itaú BBA, revisaram a projeção de inflação e corte de juro devido ao risco da alta das commodities energéticas, em especial do petróleo.
  • A XP vê o cenário como mais adverso e projeta que o Comitê de Política Monetária (Copom) manterá a taxa básica de juros como está, em 15%.
  • Já a Austin Rating e a Warren Investimentos mantêm a expectativa de corte de 0,50 p.p., apesar da probabilidade de um Copom mais conservador.

Em resumo, o cenário econômico é incerto, e as instituições financeiras estão revisando suas projeções para o corte da Selic. Enquanto algumas instituições defendem um corte menor, de 0,25 p.p., outras mantêm a expectativa de corte de 0,50 p.p. O Banco Central terá que considerar os efeitos da política monetária e os riscos de inflação ao tomar sua decisão.

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