Stone (STOC34) sobe forte após dividendos bilionários
A empresa de meios de pagamento Stone (BDR: STOC34) aprovou o pagamento de dividendo extraordinário de cerca de R$ 3,1 bilhões, o que representa um rendimento de dividendos de cerca de 17% considerando o preço de fechamento da véspera. Esse movimento foi bem recebido pelo mercado, com os papéis da companhia subindo 4,05% às 10h50.
Além disso, a companhia aprovou a emissão de cerca de 3,8 milhões de ações ligadas ao plano de incentivo de longo prazo, com definição final prevista após a liquidação dos dividendos. Essas ações devem ser emitidas com base no desempenho da empresa nos próximos anos.
Análise do mercado
Na avaliação do Bradesco BBI, somando os dividendos da venda da Linx e o programa de recompra de ações de até R$ 2 bilhões já anunciado, a Stone deve distribuir cerca de R$ 5,1 bilhões ao total, o que implica um retorno potencial de aproximadamente 28%. O banco mantém recomendação outperform para o papel, destacando a avaliação ainda descontada, em torno de 5,3 vezes o lucro projetado para 2026.
O Goldman Sachs também avalia que o retorno de capital já fosse amplamente esperado pelo mercado, mas o pagamento único deve ser bem recebido. No entanto, o banco avalia que essa medida elimina um catalisador positivo relevante, em um momento em que as tendências operacionais da companhia vêm mostrando desaceleração.
Em termos de valuation, a Stone negocia a 6,4 vezes o lucro projetado para 2026, abaixo da média histórica de três anos de 8,6 vezes. Isso pode ser considerado um desconto razoável diante de um crescimento anual composto de lucro por ação de 14% entre 2025 e 2028.
Previsões e recomendações
O JPMorgan reduziu suas estimativas de lucro ajustado da Stone para 2026 em 6%, para R$ 2,556 bilhões, o que representa alta de 3% na comparação anual. Para 2027, o banco também reduziu a projeção em 7%, para R$ 2,84 bilhões, ainda com crescimento de 11% no ano.
Com isso, as estimativas do JPMorgan ficam cerca de 3% abaixo do consenso do mercado para 2026 e 4% abaixo para 2027. O banco destaca que, apesar dos cortes, o cenário ainda aponta expansão de lucros nos próximos anos, embora em ritmo mais moderado.
- O Bradesco BBI mantém recomendação outperform para o papel.
- O Goldman Sachs reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 20.
- O JPMorgan reduziu o preço-alvo para dezembro de 2026 de US$ 21 para US$ 20 por ação, mantendo recomendação overweight.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link