STF Autoriza Cooperação Internacional para Rastrear Patrimônio Ligado ao Banco Master
O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu autorização para que a Polícia Federal (PF) coopere com autoridades estrangeiras na busca por bens e ativos ligados às supostas fraudes investigadas no conglomerado de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Essa decisão foi baseada no Tratado de Assistência Legal Mútua (MLAT), um mecanismo de cooperação entre países em investigações criminais.
Entre os bens que a PF pretende rastrear está um iate avaliado em cerca de R$ 500 milhões, que teria sido negociado por Vorcaro antes de sua primeira prisão, em novembro de 2025. Com a autorização do STF, os pedidos de cooperação passam a ser conduzidos pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, do Ministério da Justiça.
A investigação começou em novembro de 2025, com a Operação Compliance Zero, quando a PF apurou um suposto esquema de emissão irregular de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) pelo Banco Master. Segundo os investigadores, a instituição oferecia rendimentos de até 40% acima da média do mercado, levantando suspeitas de que parte dos títulos emitidos não tinha lastro suficiente em ativos.
Desde então, o banco central decretou a liquidação do Banco Master, Daniel Vorcaro foi preso e as investigações passaram a atingir empresários e agentes políticos apontados como possíveis envolvidos no esquema. Com a cooperação internacional, a PF busca identificar patrimônio que possa ter sido movimentado ou ocultado fora do Brasil.
A seguir, estão os principais pontos da investigação:
- Autorização do STF para cooperação internacional na busca por bens e ativos ligados ao Banco Master.
- Rastreamento de um iate avaliado em cerca de R$ 500 milhões, negociado por Vorcaro antes de sua primeira prisão.
- Investigação sobre suposto esquema de emissão irregular de CDBs pelo Banco Master.
- Decretação da liquidação do Banco Master pelo banco central e prisão de Daniel Vorcaro.
A cooperação internacional é um passo importante para que as autoridades brasileiras possam recuperar ativos e bens que possam ter sido ocultados ou movimentados fora do país. Com essa medida, a PF busca avançar nas investigações e trazer mais transparência ao caso.
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