O Desafio do Venture Capital Brasileiro
O mercado de venture capital brasileiro enfrenta um desafio significativo para sair do “inverno” que se arrasta desde 2022. De acordo com especialistas, a insistência em seguir o modelo americano de investimento é um dos principais obstáculos para o crescimento do setor.
Marcello Gonçalves, sócio da DOMO.VC, afirma que o Brasil não está preparado para pensar em negócios de longo prazo, como é o caso do venture capital. Ele destaca que o país registrou mais fechamentos de capital do que aberturas nos últimos anos e que o valor médio de venda de empresas no Brasil é de R$ 200 milhões a R$ 300 milhões.
O Playbook Americano
O modelo americano de investimento, que inclui séries A, B, C e D, não é adequado para o mercado brasileiro. Marcello Gonçalves afirma que “quem faz série C e D no Brasil? A série A é difícil, a B é quase impossível, C e D não existem, e o Brasil nem tem bolsa”.
Por outro lado, Frederico Wiesel, sócio da Spectra Investimentos, destaca que o inverno no mercado de venture capital americano já terminou e que as empresas que trabalham com inteligência artificial (IA) estão em alta. No entanto, essa tendência ainda não se refletiu no mercado brasileiro.
O Jeito Brasileiro
Marcello Gonçalves acredita que a saída para o venture capital brasileiro encontrar a sua primavera é encontrar o seu próprio jeito de investir e ter noção do seu próprio tamanho. Ele destaca que o modelo brasileiro de blitzscaling não existe e que o que funciona é crescimento constante, resiliência e margem.
Ele também destaca que o ajuste de rota já começou a aparecer em teses como a da Cloud9 Capital, que oferece cheques maiores por participações maiores logo no early stage. Isso pode ser um sinal de que o mercado está entrando na fase de ajuste, que vai preceder a tal da primavera.
- O mercado de venture capital brasileiro enfrenta um desafio significativo para sair do “inverno” que se arrasta desde 2022.
- O modelo americano de investimento não é adequado para o mercado brasileiro.
- O crescimento constante, resiliência e margem são fundamentais para o sucesso do venture capital brasileiro.
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