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Santander Brasil: O que muda com o novo CEO?

O Santander Brasil realizou um encontro com analistas na última segunda-feira, reunindo o atual CEO, Mario Leão, o ex CFO Gustavo Alejo e o novo CFO, Carlos Muniz. A mensagem central foi a de continuidade estratégica, com foco na redução da volatilidade do balanço como principal vetor de melhora do ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) ao longo dos próximos anos.

A instituição espera capturar esse efeito inicialmente via melhora da margem financeira — impulsionada pelos resultados de Tesouraria mais estáveis — e, posteriormente, com queda gradual no custo de risco. Além disso, a decisão de saída do CEO foi reforçada como estritamente pessoal, sem relação com mudanças de estratégia ou desalinhamentos com o grupo.

Estratégia do Santander Brasil

Os analistas citaram que, conforme o CEO, o Santander Brasil possui uma estratégia clara, centrada na redução da ciclicidade dos resultados, no aumento da participação de funding de varejo e em tornar as receitas com tarifas mais relevantes. A estratégia segue concentrada nos segmentos de alta renda, PME (Pequenas e Médias Empresas), enquanto o portfólio de baixa renda segue sendo reduzido — segmento que tem pressionado inadimplência e afetado mix de margens.

A gestão reiterou que o plano de eficiência, o processo de normalização das provisões e a agenda de maior rentabilidade permanecem intactos, com expectativa de ROE acima de 20%, embora com projeção estendida para 2028.

Visão dos Analistas

  • O BTG Pactual reforça a visão pós-reunião de que a mudança de CEO não implica alteração estratégica, mantendo foco em reduzir a ciclicidade dos resultados, aumentar funding de varejo e ampliar receitas com tarifas, além da meta de ROE acima de 20% até 2028.
  • O Bradesco BBI destaca que a reunião reforça uma visão de estabilidade e continuidade no Santander Brasil, com a transição de liderança ocorrendo sem alteração de diretriz estratégica.
  • O UBS BB aponta que a administração parece relativamente otimista com suas iniciativas de controle de custos, o que deve levar a uma melhora no índice de custo sobre receita à frente.

A carteira do Santander Brasil deve se beneficiar dessas mudanças, com uma estratégia focada em alta renda, PME e crédito de melhor qualidade, o que deve apoiar a convergência gradual do custo de risco à medida que a carteira se desloca para segmentos de menor risco.

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