Resumo do Desempenho do Santander Brasil no 2T26
O Santander Brasil apresentou seu pior lucro líquido e rentabilidade em um trimestre desde o final de 2023, com um resultado abaixo das expectativas do mercado. O lucro líquido gerencial somou R$ 3,014 bilhões, uma queda de 20% em relação ao primeiro trimestre e de 18% na comparação anual.
Os principais fatores que contribuíram para essa queda foram a forte alta das provisões para perdas com crédito, a compressão da margem financeira e as receitas mais fracas. As ações do Santander Brasil caíram 7,37% após a divulgação do resultado, sendo a segunda maior queda do Ibovespa na sessão.
Análise dos Principais Indicadores
- O lucro antes dos impostos (EBT) totalizou R$ 2,54 bilhões, um recuo de 45% ante o trimestre anterior e de 40% em relação ao mesmo período de 2025.
- O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) caiu para 12,5%, ante 16% no primeiro trimestre e 16,4% um ano antes.
- As despesas com provisões atingiram R$ 7,65 bilhões, alta de 21% frente ao trimestre anterior e de 12% na comparação anual.
A qualidade dos ativos do Santander Brasil também foi um ponto de atenção, com a inadimplência acima de 90 dias permanecendo estável em 3,3%, mas com a cobertura de créditos em estágio 3 caindo para 65%.
Recomendações e Perspectivas
Os analistas do Goldman Sachs, Bradesco BBI, Itaú BBA e JPMorgan apresentaram diferentes recomendações para as ações do Santander Brasil, variando de venda a compra, com preços-alvo que refletem as perspectivas de cada instituição.
No entanto, a maioria dos analistas concorda que a margem financeira com clientes (NII) é um dos principais motores de resultado dos bancos e que a compressão dos spreads pode continuar pressionando as receitas do Santander no futuro.
Além disso, a carteira de crédito expandida do Santander Brasil avançou 1,3% frente ao primeiro trimestre e 5,8% na comparação anual, com destaque para o financiamento ao consumo e as PMEs.
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