Resgates em Fundos de Crédito Privado Aceleram nos Primeiros Dias de Abril
Os fundos de crédito privado continuam a perder dinheiro em abril, com um resgate líquido de R$ 4,6 bilhões até 8 de abril, de acordo com dados da Anbima. O patrimônio desses fundos recuou de R$ 725,2 bilhões para R$ 721,8 bilhões no período.
No entanto, é importante notar que o número pode subestimar o tamanho do movimento, pois os fundos de crédito costumam ter janelas de resgate de 30, 60 ou até 90 dias, o que significa que pedidos feitos em março só aparecerão nos dados de abril ou maio.
Análise do Mercado
A análise dos informes diários enviados à CVM pelos fundos confirma que março começou com captação líquida positiva consistente, mas a virada veio de forma abrupta na terceira semana, com a entrada de pedidos de recuperação extrajudicial por parte de empresas como a Raízen e o GPA.
Em abril, a dinâmica mudou estruturalmente, com quatro dos sete primeiros dias úteis sendo negativos, contra apenas cinco de vinte e dois em março. A deterioração, no entanto, não começou em março, pois os índices de crédito privado já exibiam piora desde o fim de 2024.
O que Fazer Agora
As gestoras têm opiniões divididas sobre o que fazer agora. A Sparta e a ARX veem oportunidades de alocação, enquanto a SulAmérica Investimentos destaca os papéis incentivados como uma das melhores opções do momento. A Inter Asset está sendo mais seletiva, distinguindo casos dentro de um mesmo setor.
O head de research da Eleven Financial, Fernando Siqueira, divide a recomendação em dois perfis: para quem não participou, não há problema em alocar, e para quem está alocado, vale a pena pensar em formas de reduzir e olhar outros produtos.
Em resumo, os resgates em fundos de crédito privado aceleraram nos primeiros dias de abril, mas as gestoras não veem risco de ruptura. No entanto, é importante ter cuidado com a carteira e considerar as opções de alocação de forma cuidadosa.
- Os fundos de crédito privado perderam R$ 4,6 bilhões até 8 de abril.
- A deterioração não começou em março, mas sim desde o fim de 2024.
- As gestoras têm opiniões divididas sobre o que fazer agora.
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