Anthony Garotinho é Lançado como Candidato ao Governo do Rio
O ex-governador Anthony Garotinho foi oficialmente lançado como candidato do partido Republicanos ao governo do Rio de Janeiro durante a convenção estadual do partido, realizada na Tijuca, Zona Norte da capital. Esta será a quarta vez que Garotinho disputará o governo do estado nas últimas três décadas.
Garotinho comandou o estado entre 1999 e 2002, quando deixou o cargo para concorrer à Presidência da República. Ele também apresentou oficialmente o coronel da reserva Venâncio Moura como candidato a vice-governador em sua chapa, que terá na corrida ao Senado os ex-prefeitos Marcelo Crivella (do Rio) e Waguinho (de Belford Roxo).
Propostas e Críticas
Em um discurso marcado por ataques a adversários, Anthony Garotinho afirmou que, se eleito, terá como primeira missão “libertar o Rio de Janeiro das três organizações criminosas” que, segundo ele, dominam o estado. O candidato do Republicanos equiparou a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) ao tráfico de drogas e às milícias.
Garotinho também criticou a privatização da Sabesp, dizendo que a qualidade da água é ruim e que o preço aumentou. Ele também prometeu acabar com a fila do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), que classificou como a “fila da mentira”. Segundo ele, a solução será ampliar o funcionamento da rede hospitalar.
Na área da educação, Garotinho afirmou que pretende promover uma “revolução” no ensino público para preparar os estudantes para as novas profissões e para o mercado de trabalho.
Estratégia de Segurança
Garotinho defendeu sua experiência na área de segurança pública e afirmou que pretende adotar uma estratégia diferente da atual gestão para o enfrentamento ao crime organizado. Entre as ideias estão a criação um batalhão especializado, que chamou de “Bope 2.0”, para permanecer em comunidades até a retirada definitiva das facções criminosas.
Ele também criticou o cenário político fluminense, afirmando que o estado tem “um governo desmoralizado” e atacou o prefeito do Rio, Eduardo Paes.
Decisão do STF
A definição por Garotinho ocorreu após uma disputa interna com o ex-prefeito de Miguel Pereira, André Português, que também pleiteava a indicação do partido. A volta de Garotinho à disputa eleitoral foi viabilizada por uma decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, que suspendeu os efeitos de sua condenação no âmbito da Operação Chequinho e afastou, provisoriamente, sua inelegibilidade.
Com a decisão, o ex-governador recuperou temporariamente os direitos políticos e poderá concorrer nas eleições enquanto o STF analisa o mérito do caso.
- Garotinho foi preso três vezes por decisões da Justiça Eleitoral.
- Ele foi condenado por corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento e coação no curso do processo.
- A pena, inicialmente fixada em nove anos e 11 meses de prisão, foi elevada para 13 anos e nove meses pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
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