Os três pontos que reacenderam o temor com inflação global e abalaram os mercados
O aumento dos preços de petróleo, o aumento das tarifas americanas e o crescimento exponencial dos gastos com inteligência artificial estão reacendendo os temores dos investidores em relação à inflação. Essa tríplice ameaça de fenômenos potencialmente inflacionários atingindo a economia global simultaneamente chegou em um momento delicado, justamente quando os banqueiros centrais começavam a vislumbrar algum alívio nas perspectivas de inflação.
Diante das decisões que se aproximam na próxima semana, desde o Federal Reserve até o Banco da Inglaterra, as autoridades precisarão tomar decisões rápidas sobre os novos perigos. Não se prevêem alterações imediatas nas taxas de juro, mas a apreensão em relação à inflação durante o verão parece agora persistir nos mercados financeiros.
Os principais pontos que contribuem para essa situação incluem:
- O aumento dos preços de petróleo, que ultrapassou os US$ 100 por barril, o que elevará os custos em toda a cadeia de suprimentos global.
- O aumento das tarifas americanas, com o governo Trump prometendo cobrar taxas entre 10% e 12,5% sobre as importações da maioria dos principais parceiros comerciais.
- O crescimento exponencial dos gastos com inteligência artificial, com empresas como a Alphabet Inc. elevando sua previsão de gastos de capital para até US$ 205 bilhões neste ano.
Esses fatores estão levando a uma queda acentuada dos títulos e um aumento nos rendimentos dos títulos do governo. O perigo representado pelo aumento do custo de vida causado pelo petróleo e gás é que seu impacto sobre os consumidores costuma ser muito imediato.
As autoridades monetárias, incluindo o banco central, precisarão tomar decisões rápidas para lidar com esses novos perigos. A reunião do Fed será divulgada na quarta-feira, seguido pelas reuniões do Banco da Inglaterra e do Banco do Japão em dias consecutivos.
Os economistas continuam a prever que a próxima medida do Fed será um corte, mesmo com os mercados financeiros apostando em custos de empréstimo mais elevados. No entanto, a justificativa para cortes nas taxas no outono praticamente desapareceu.
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