Quem ganha e quem perde na Bolsa com petróleo mais caro e tensão no Oriente Médio?
A alta do petróleo em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã tem implicações significativas para a Bolsa brasileira. Empresas ligadas à produção e exportação de petróleo, como petroleiras, tendem a se beneficiar do aumento do preço do barril, enquanto companhias intensivas em combustíveis, fretes, energia, importações ou crédito podem sofrer com os custos elevados.
Para analistas, a alta do petróleo não deve ser vista como um fator positivo para a Bolsa como um todo, pois reacende preocupações com inflação, câmbio, política monetária e margens corporativas. No entanto, ações de óleo e gás podem ajudar a amortecer parte da pressão sobre o índice.
Entre as empresas que podem se beneficiar do aumento do preço do petróleo, destacam-se as petroleiras, como Petrobras (PETR4; PETR3), PRIO (PRIO3), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3). Já as empresas da cadeia de combustíveis e energia, como Vibra (VBBR3), Ultrapar (UGPA3) e Cosan (CSAN3), podem ter uma leitura mais mista, pois podem se beneficiar da maior movimentação na cadeia de combustíveis e energia, mas também podem sofrer com a volatilidade e a pressão sobre a demanda.
As companhias aéreas, como a Azul (AZUL), estão entre as mais sensíveis à alta do petróleo, devido ao peso do combustível de aviação nos custos. Já as empresas de transporte, logística e mobilidade, como Rumo (RAIL3), Motiva (MOTV3), Vamos (VAMO3) e Localiza (RENT3), podem sofrer com o aumento de diesel, fretes, custos operacionais e financiamento.
Além disso, a alta do petróleo também pode afetar a petroquímica e a indústria química, como a Braskem (BRKM5), que pode sofrer com o encarecimento de insumos ligados à cadeia do petróleo e ao dólar. O varejo e o consumo discricionário, como a Magazine Luiza (MGLU3), Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3), Azzas 2154 (AZZA3) e Vivara (VIVA3), também podem sofrer de forma indireta, com a alta do petróleo elevando a inflação, reduzindo a renda disponível e encarecendo o crédito e os fretes.
Os bancos e o setor financeiro, como o Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4; BBDC3), Banco do Brasil (BBAS3), Santander Brasil (SANB11), BTG Pactual (BPAC11) e B3 (B3SA3), também podem ser afetados, pois a alta do petróleo pode levar a juros mais altos e uma maior aversão ao risco, o que pode pesar sobre o setor.
Em resumo, a alta do petróleo tem implicações significativas para a Bolsa brasileira, com algumas empresas se beneficiando do aumento do preço do barril, enquanto outras podem sofrer com os custos elevados. É importante ter uma leitura cuidadosa e seletiva do mercado para entender quem são os ganhadores e perdedores nesse cenário.
Algumas das empresas que podem se beneficiar do aumento do preço do petróleo incluem:
- Petrobras (PETR4; PETR3)
- PRIO (PRIO3)
- Brava Energia (BRAV3)
- PetroReconcavo (RECV3)
Já as empresas que podem sofrer com a alta do petróleo incluem:
- Azul (AZUL)
- Rumo (RAIL3)
- Motiva (MOTV3)
- Vamos (VAMO3)
- Localiza (RENT3)
- Braskem (BRKM5)
- Magazine Luiza (MGLU3)
- Lojas Renner (LREN3)
- C&A (CEAB3)
- Azzas 2154 (AZZA3)
- Vivara (VIVA3)
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link