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Quem é o CEO da Fictor, alvo da PF em ação sobre fraudes bancárias e ligação com CV

Quem é o CEO da Fictor, alvo da PF em ação sobre fraudes bancárias e ligação com CV

O CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, está entre os alvos da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal (PF) para investigar crimes contra a Caixa Econômica Federal, estelionato, lavagem de dinheiro e fraudes bancárias que somam mais de R$ 500 milhões.

A Fictor afirmou que prestará esclarecimentos às autoridades competentes assim que a defesa de Góis tiver acesso ao conteúdo da investigação. A empresa foi fundada em 2007 como uma empresa de soluções tecnológicas e atualmente é um grupo de participações e gestão de empresas com atuação na indústria alimentícia, em serviços financeiros e em infraestrutura.

Rafael Góis é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Cândido Mendes (UCAM) e tem mais de 25 anos de experiência nos setores industrial, financeiro e imobiliário. Ele iniciou sua carreira aos 16 anos no mercado financeiro e ocupou diferentes posições de liderança.

A investigação que deu origem à Operação Fallax começou em 2024, quando a PF identificou um esquema estruturado voltado à prática de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. A organização criminosa atuava mediante a cooptação de funcionários de instituições financeiras e a utilização de empresas de fachada, utilizando também estruturas financeiras associadas para a movimentação de recursos ilícitos.

Além disso, a PF cumpriu 43 mandados de busca e apreensão, incluindo um em endereços ligados a Góis. O ex-sócio da Fictor, Luiz Rubini, também é alvo de mandado de busca e apreensão.

A Fictor fechou um acordo para a aquisição do Banco Master em 2023, mas o negócio foi desfeito após a instituição ser liquidada pelo Banco Central. Em fevereiro de 2024, o Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest, com um valor total da dívida de R$ 4 bilhões.

A investigação apontou que os responsáveis pela Fictor exerceram papel relevante e estruturante no funcionamento da organização criminosa, atuando como núcleo de sustentação financeira e operacional. A atuação consistia na injeção de recursos para simular movimentações financeiras entre empresas vinculadas à organização.

  • A Fictor é um grupo de participações e gestão de empresas com atuação na indústria alimentícia, em serviços financeiros e em infraestrutura.
  • Rafael Góis é graduado em Administração de Empresas e tem mais de 25 anos de experiência nos setores industrial, financeiro e imobiliário.
  • A investigação que deu origem à Operação Fallax começou em 2024 e apontou que os responsáveis pela Fictor exerceram papel relevante e estruturante no funcionamento da organização criminosa.

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