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Queda nos juros afeta CDBs prefixados em fevereiro; março promete volatilidade

Queda nos Juros Afeta CDBs Prefixados em Fevereiro

O mercado de renda fixa bancária passou por um ajuste significativo em fevereiro, com as taxas dos CDBs (Certificado de Depósito Bancário) prefixados apresentando uma queda na comparação com o mês anterior. Esse movimento está intimamente ligado à precificação de um cenário de redução da taxa Selic, segundo especialistas.

Os dados mostram que os prefixados com vencimento em 36 meses pagaram, em média, 13,06% ao ano em fevereiro, uma redução em relação aos 13,83% de janeiro. Já os títulos mais curtos também sofreram uma redução significativa nos prêmios, passando de 13,96% para 13,62% nos vencimentos em seis meses.

Os especialistas alertam que o mês de março e o ano de 2026 reservam turbulências com causas internas e externas, o que pode afetar os investimentos. Além disso, a força do IPCA+ (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e o caráter direcional do prefixado também influenciam as taxas oferecidas.

Retornos de CDBs Prefixados e Indexados à Inflação

Os CDBs atrelados à inflação seguem pagando prêmios elevados, com a média para os títulos de 24 meses recuando de 7,64% para 7,37% além da inflação. Já os prefixados perdem fôlego, com as taxas médias caindo para 13,06% em 36 meses e 12,32% em 24 meses.

Os especialistas explicam que a demanda menor e uma oferta elevada pelo Tesouro Nacional mantêm as taxas reais nas alturas. Além disso, a composição híbrida do papel também influencia as taxas oferecidas.

Dilema do Pós-Fixado

Nos CDBs atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), os dados mostram que o pequeno investidor só consegue superar a marca de 100% do CDI em emissões mais longas, de 24 ou 36 meses. No entanto, os especialistas questionam se vale a pena travar o capital por tanto tempo por uma margem tão estreita.

Para os especialistas, um CDB de grande banco a 100% do CDI com liquidez diária é ideal para reserva de emergência, que pode ser uma parte importante da carteira de investimentos.

Em resumo, o mercado de renda fixa bancária passou por um ajuste significativo em fevereiro, com as taxas dos CDBs prefixados apresentando uma queda. Os especialistas alertam para a volatilidade em março e nos próximos meses, com a abertura da curva de juros e o noticiário influenciando as taxas.

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