Desconfiança no Supremo Tribunal Federal
A pesquisa Genial/Quaest revelou que 49% dos brasileiros não confiam na atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), o que representa uma queda significativa em relação ao ano anterior, quando 56% dos entrevistados confiavam na instituição.
Essa é a primeira vez na série histórica em que a quantidade de entrevistados que declara desconfiança supera a fatia que diz confiar na Suprema Corte. O índice de confiança recuou para 43%, o mais baixo já registrado.
Causas da Desconfiança
A queda na confiança ocorre após o histórico julgamento da trama golpista e em meio à repercussão do caso do Banco Master, que ganhou os holofotes na Corte após o relator designado, o ministro Dias Toffoli, ser alvo de pedidos de suspeição por proximidade com pessoas e empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Além disso, o vazamento de dados obtidos pela Polícia Federal, que revelaram uma suposta conversa entre o banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes no mesmo dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez, também pode ter contribuído para a desconfiança.
Opinião Pública
Questionados se a Suprema Corte teria poder demais, 72% dos entrevistados concordaram com a afirmação. Outros 66% disseram considerar importante votar em um candidato ao Senado que seja comprometido com o impeachment de ministros do STF.
É interessante notar que eleitores bolsonaristas concordam em ampla maioria com a afirmação de que o Supremo tem poder demais (88%), enquanto apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também enxergam um excesso na atuação do Tribunal (63%).
- 59% dos entrevistados consideram que a Corte é uma aliada do governo Lula.
- A coleta de dados do levantamento ocorreu entre os dias 6 e 9 de março.
- A margem de erro é estimada em 2 pontos percentuais, para mais ou menos.
Em resumo, a desconfiança no Supremo Tribunal Federal é um tema relevante no Brasil, com 49% dos brasileiros não confiando na instituição. A queda na confiança é atribuída a vários fatores, incluindo a repercussão do caso do Banco Master e a percepção de que a Corte tem poder demais.
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