Relatório do PT sobre Desvios no INSS é Encaminhado à PF e ao Supremo
A bancada do PT decidiu encaminhar às autoridades um relatório próprio sobre o esquema de desvios no INSS, após o encerramento da CPMI sem consenso sobre o parecer final. O documento será enviado à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal.
A comissão parlamentar, que investigou fraudes em aposentadorias, terminou os trabalhos sem aprovar um relatório oficial. O parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar, enfrentou resistência da base governista, enquanto um texto alternativo apresentado por parlamentares do PT não chegou a ser votado.
Conteúdo do Relatório Paralelo
O relatório paralelo, elaborado sob coordenação do deputado Rogério Correia, lista cerca de 201 nomes, com pedidos de indiciamento imediato para 130 pessoas e aprofundamento das apurações em outros 71 casos. Entre os alvos citados no texto estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
O deputado Paulo Pimenta afirmou que Bolsonaro seria o “chefe do esquema criminoso que roubou bilhões de reais dos aposentados e aposentadas”. A versão petista também sustenta que as irregularidades tiveram início em 2017 e se expandiram nos anos seguintes, com maior alcance durante o governo Bolsonaro.
Críticas e Próximos Passos
No comunicado, o PT criticou a condução da comissão e afirmou que houve uma decisão política ao encerrar os trabalhos sem votação do relatório alternativo. Com o envio do relatório paralelo, o PT tenta manter as investigações em curso fora do Congresso, transferindo a disputa para órgãos de investigação e para o Judiciário.
As principais acusações incluem:
- Corrupção passiva
- Organização criminosa
- Lavagem de dinheiro
O resultado da votação na comissão rejeitou o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por 19 votos contrários e 12 favoráveis. O PT espera que as investigações continuem e que a justiça seja feita.
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