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Operação Saturno: Polícia de SP Desvenda Elo entre Sancionado pelos EUA, PCC e Banco Master

A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento Estadual de Investigações sobre Entorpecentes (Denarc), realizou uma operação que revelou um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) envolvendo o doleiro Victor Henrique de Oliveira Shimada, o primeiro brasileiro sancionado pelos Estados Unidos por suposta ligação com a facção, e o Banco Master.

Shimada está foragido da Justiça desde que foi alvo da Operação Exchange, da Polícia Federal, deflagrada após o governo de Donald Trump impor sanções contra ele por supostamente atuar como principal operador financeiro do PCC no exterior. A defesa de Shimada nega qualquer vínculo com organizações criminosas.

Investigação e Resultados

A investigação, que culminou em um relatório de 255 páginas, detalha como a empresa de Shimada atuava como um “bolsão de recebimento e escoamento de recursos” do PCC. Além disso, os investigadores citam o suposto envolvimento do Banco Master, que, à época, ainda não havia sido liquidado pelo banco central nem tinha seu controlador preso.

A operação começou com a prisão de Alexsandro Freitas Faria, o ‘Leko’, apontado como integrante do PCC e operador do tráfico interestadual de cocaína. A análise de mensagens em celulares apreendidos permitiu identificar supostos fornecedores do traficante e avançar sobre uma camada superior da estrutura da facção.

  • Foram identificados líderes do esquema, como Jean Carlos Guimar de Araújo, o ‘Mogli’; Pedro Paulo Takahashi Santana, o ‘Pedroca’; e Paulo Henrique Bergamaschi Bernardes, o ‘PH’.
  • A polícia afirma ter encontrado mensagens e áudios que registram negociações frequentes de drogas com ‘Leko’.
  • A movimentação total das contas analisadas superou R$ 49 bilhões.

Esquema de Lavagem de Dinheiro

Os investigadores solicitaram um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) que revelou um “grandioso esquema de lavagem de dinheiro, arquitetado por líderes faccionados para lavar o dinheiro e dar velocidade em suas negociações por meio de empresas reais”. A estrutura era composta por empresas reais e ‘empresas fantasmas’ que movimentaram quantias milionárias.

As empresas “funcionam como bolsões acumuladores de recursos, atuam recebendo valores oriundos de diversas práticas criminosas, mas, principalmente do tráfico de drogas, realizando múltiplas transações financeiras e transferindo seus montantes para outras empresas”, de acordo com o relatório.

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