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PGR defende manutenção de condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe

Condenação de Bolsonaro por Tentativa de Golpe

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a manutenção da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet rebate os argumentos apresentados pela defesa e sustenta que não houve irregularidades capazes de justificar a revisão da sentença.

A manifestação foi apresentada no âmbito da Revisão Criminal apresentada pela defesa do ex-presidente e relatada pelo ministro Nunes Marques. A ação é uma das principais apostas da defesa de Bolsonaro para tentar reverter a condenação imposta pela Primeira Turma do STF em 2025.

Argumentos da Procuradoria-Geral da República

A Procuradoria-Geral da República (PGR) faz uma defesa ampla do julgamento realizado pela Primeira Turma do STF, que condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Segundo a PGR, a “organização criminosa armada, liderada por Jair Messias Bolsonaro”, atuou entre julho de 2021 e janeiro de 2023 com o objetivo de restringir o funcionamento dos Poderes constituídos, especialmente o Judiciário, e posteriormente impedir a posse ou depor o governo eleito em 2022.

Principais Pontos da Manifestação

  • A PGR sustenta que Bolsonaro exerceu papel de liderança no grupo e utilizou a estrutura do Estado para a implementação de um “projeto autoritário de poder”.
  • De acordo com o parecer, o então presidente contou com a participação de integrantes do alto escalão do governo e das Forças Armadas para executar as ações descritas na denúncia.
  • A PGR afirma que não houve impedimento, suspeição ou parcialidade dos ministros responsáveis pelo julgamento, que o STF era o foro competente para analisar o caso e que foram respeitados o devido processo legal e as garantias de ampla defesa.

A manifestação também afirma que não houve irregularidades na obtenção das provas utilizadas na ação penal. Ao reconstruir a sequência dos fatos que embasaram a condenação, a PGR lista uma série de episódios que, segundo a acusação, integraram a execução do plano golpista.

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