Operação Anomalia: PF prende policiais civis do Rio investigados por extorquir traficantes do CV
A Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso composto por policiais civis do Rio de Janeiro e operadores financeiros. O grupo é investigado por utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes do Comando Vermelho (CV), além de corrupção e lavagem de dinheiro.
Cerca de 40 policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Entre os alvos estão Franklin José de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus, ambos policiais civis, e o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves, que foram presos.
Além das prisões e buscas, a Corte deferiu a execução de medidas cautelares focadas na descapitalização do grupo, incluindo o afastamento imediato das funções públicas dos policiais investigados, a suspensão do exercício de atividades empresariais das pessoas jurídicas utilizadas nas práticas criminosas e o bloqueio de valores em contas bancárias e de criptoativos ligados aos investigados.
A ação desta terça, que integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, foi deflagrada um dia após a primeira fase da Operação Anomalia, que prendeu o delegado da Polícia Federal Fabrizio Romano, no Rio, e o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena. Ambos são suspeitos de vender influência política ao crime organizado.
- Os investigados são suspeitos de utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes do Comando Vermelho (CV), além de corrupção e lavagem de dinheiro.
- A operação tem como objetivo desarticular o núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e venda de influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas.
- A PF aponta que o ex-secretário teria recebido mais de R$ 90 mil do Comando Vermelho.
A reportagem busca contato com as defesas. O espaço está aberto.
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