Operação Cliente Fantasma: PF investiga banco em SP por lavagem de dinheiro
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Cliente Fantasma em São Paulo, com o objetivo de investigar a atuação de uma instituição financeira na facilitação da lavagem de dinheiro de mais de R$ 25 bilhões. O banco alvo da investigação é o BMP, localizado na Avenida Paulista.
De acordo com a PF, as apurações apontam que a instituição financeira deixava de informar a identificação de seus clientes ao órgão regulador, em desacordo com a Resolução 179/2022 e outras normas de prevenção à lavagem de dinheiro. Isso permitia que os clientes permanecessem “blindados” contra quebras de sigilo bancário e de bloqueios judiciais, dificultando a repressão a atividades ilícitas.
Além disso, o inquérito da PF destaca que o BMP não realizava as comunicações obrigatórias de operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), o que teria contribuído para a ocultação e dissimulação da origem ilícita de valores movimentados.
Objetivos da Operação
A Operação Cliente Fantasma tem como objetivo aprofundar a investigação sobre a atuação da instituição financeira na facilitação da lavagem de dinheiro. Os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira, omissão de informações ao órgão regulador e lavagem de capitais.
As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo, e estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da instituição financeira e nos endereços do presidente da empresa e do responsável pelo setor de compliance.
A instituição financeira investigada, o BMP, informou que está colaborando com as autoridades e prestando todos os esclarecimentos necessários.
Conexões com outras operações
A Operação Cliente Fantasma é um desdobramento da Operação Alcaçaria, deflagrada em 2024 pela PF, e também houve compartilhamento de provas da Operação TaiPan, igualmente deflagrada em 2024 pela PF. Ambas as ações integram investigações voltadas ao combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.
- Operação Alcaçaria: 62 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão
- Operação TaiPan: 38 mandados de busca e 16 mandados de prisão
O nome “Cliente Fantasma” faz referência à prática adotada pela instituição financeira investigada, que mantinha contas e movimentações sem a devida identificação dos titulares perante o Banco Central.
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