Investigação sobre Uso de Emendas Parlamentares em Filme de Bolsonaro
A Polícia Federal (PF) abriu uma investigação para apurar o uso de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares na produção do filme Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. O inquérito foi autorizado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e as diligências já estão em andamento.
A investigação busca esclarecer se os recursos públicos tiveram efetivamente a finalidade prevista ou se acabaram beneficiando a produção cinematográfica. O caso ganhou dimensão nacional após o STF passar a analisar a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade presidida por Karina da Gama, sócia da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme.
Desenvolvimento da Investigação
A confirmação da investigação foi feita pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, durante entrevista coletiva em Belo Horizonte. Segundo ele, a investigação foi instaurada após determinação do Supremo e busca esclarecer a destinação de recursos públicos relacionados ao projeto audiovisual.
Além disso, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) apresentou manifestação ao Supremo negando que tenha destinado emendas para financiar Dark Horse. Segundo o parlamentar, os recursos tiveram finalidade social e não foram empregados na realização do filme.
Outras Investigações
A Go Up Entertainment também passou a ser alvo de outra investigação neste mês. A empresa foi incluída em uma operação que apura supostos desvios de recursos públicos em São Paulo.
A apuração concentra-se na utilização de verbas públicas e poderá servir de base para eventuais responsabilizações nas esferas criminal, administrativa e cível, caso sejam identificadas irregularidades.
- Investigação sobre uso de emendas parlamentares em filme de Bolsonaro
- Apuração de supostos desvios de recursos públicos em São Paulo
- Análise da destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil
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