Petróleo e Gás: Análise de 2025 e Perspectivas para 2026
O setor de petróleo e gás na América Latina teve um desempenho variado em 2025, com algumas empresas se destacando positivamente, enquanto outras enfrentaram desafios. O Bradesco BBI realizou um balanço do setor e identificou os principais vetores que devem orientar as apostas do mercado em 2026.
De acordo com a equipe de research do banco, 2025 foi um ano positivo para as empresas “menos comoditizadas” de sua cobertura, enquanto o desempenho do petróleo foi fraco, devido às expectativas de excesso de oferta e ao prêmio geopolítico ao longo do ano.
Quem Se Destacou em 2025
As empresas que se destacaram em 2025 incluem:
- Vibra (VBBR3), com alta de 65%, impulsionada pelo sucesso no combate à informalidade no setor de combustíveis;
- OceanPact (OPCT3), com alta de 62%, beneficiada pela reprecificação de contratos de day rate e pela melhor gestão de contratos spot;
- Ultrapar (UGPA3), com desempenho em linha com o Ibovespa, apesar de riscos ligados à alocação de capital.
Quem Se Saiu Pior
Já as empresas que se saíram pior em 2025 incluem:
- Produtoras independentes de menor porte (junior E&Ps), que caíram 18% devido à exposição direta ao preço do petróleo;
- Empresas químicas, com queda de 6%, diante da perspectiva de excesso global prolongado de oferta;
- Estatais, que recuaram 3%, apesar do desempenho relativamente melhor da Ecopetrol.
Perspectivas para 2026
O BBI entra em 2026 com as mesmas preferências do fim de 2025: Vibra, PRIO e OceanPact. O banco destaca os avanços do Brasil no combate à informalidade no mercado de combustíveis e a expectativa de crescimento de produção da PRIO.
Além disso, o relatório elenca sete grandes temas para 2026, incluindo os ciclos políticos no Brasil e na Colômbia, a dinâmica global de oferta e demanda de petróleo e a perspectiva de queda de juros.
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