Peru: Sánchez Diz que Não Reconhecerá Resultados do 2º Turno de Eleição Presidencial
O candidato presidencial de esquerda do Peru, Roberto Sánchez, afirmou que não reconhecerá o resultado do segundo turno das eleições presidenciais do país, alegando fraude. Isso aumenta a possibilidade de uma crise política prolongada no Peru, enquanto o país aguarda o resultado final de uma das disputas presidenciais mais acirradas de sua história.
Em uma coletiva de imprensa, Sánchez afirmou que “está ocorrendo fraude” em um processo que, segundo ele, estaria favorecendo sua rival conservadora, Keiko Fujimori. As autoridades eleitorais vêm analisando há semanas os votos contestados do segundo turno de 7 de junho, com Fujimori liderando com 50,11% contra 49,89%.
As principais razões para a alegação de fraude incluem:
- Manipulação dos votos: Sánchez acusou a autoridade eleitoral peruana Onpe e a campanha de Fujimori de irregularidades nos votos emitidos no exterior, que favoreceram fortemente Fujimori.
- Irregularidades nos votos: Sánchez afirmou que houve manipulação dos votos, o que levou a uma vantagem estreita para Fujimori.
- Falta de transparência: Sánchez exortou seus apoiadores a irem às ruas e convocou novas marchas para sábado, alegando que o processo eleitoral não foi transparente.
A Onpe, o Júri Nacional Eleitoral (JNE) do Peru e a campanha de Fujimori não responderam imediatamente a um pedido de comentário. O partido de Sánchez, “Juntos pelo Peru”, conquistou o segundo maior número de cadeiras no Congresso, garantindo 32 das 130 cadeiras na Câmara dos Deputados e 14 das 60 cadeiras no Senado.
Com uma disputa tão acirrada, os dois candidatos se abstiveram de declarar vitória ou admitir a derrota até que 100% dos votos sejam contados. Após semanas de análise dos votos contestados, 99,72% do total dos votos já haviam sido contados até a madrugada desta terça-feira.
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