Resumo da Estratégia da Kapitalo
A Kapitalo, uma gestora de investimentos, está ancorada no mercado local com uma aposta em juros reais, considerada a menos exposta ao Banco Central e às urnas. A gestora vê o juro real em um patamar “elevadíssimo” e com espaço para cair, independentemente do resultado das eleições.
Segundo Bernardo Feijó, COO da Kapitalo, as taxas reais altas refletem o descompasso das contas públicas e a inconsistência entre política fiscal e monetária. No entanto, ele enxerga oportunidade na posição, pois se as políticas adotadas no futuro forem corretas, há espaço para queda de juros reais.
Estratégia de Investimento
A Kapitalo reduziu o risco de forma gradual e manteve a carteira de Brasil ancorada em juros reais e em uma bolsa defensiva, justamente por serem as posições menos dependentes do resultado das urnas. A gestora também está comprada em setores que se beneficiam da demanda externa, como exportadores, commodities, transporte e logística, mineração, siderurgia e papel e celulose.
No exterior, a exposição segue elevada, com leve concentração nos EUA, sustentada pelo investimento forte em inteligência artificial. A gestora também zerou tecnologia e passou a setores menos concentrados no segmento.
- A Kapitalo vê o juro real em um patamar “elevadíssimo” e com espaço para cair.
- A gestora está ancorada em juros reais e em uma bolsa defensiva, justamente por serem as posições menos dependentes do resultado das urnas.
- A exposição no exterior segue elevada, com leve concentração nos EUA.
A Kapitalo trabalha com uma disputa competitiva e sem cenário claro até a votação, o que torna difícil assumir direção definida nesse intervalo. A definição da carteira de Brasil depende de o quadro político ganhar contornos mais nítidos.
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