Ouro Fecha em Alta com Olho no Petróleo e na Ata do Fed
O ouro encerrou a segunda-feira, 6, em alta, impulsionado pela fraqueza dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA e pela queda nos preços do petróleo. Esse movimento ocorre enquanto o mercado aguarda a divulgação da ata da última reunião de decisão do Federal Reserve (Fed), que pode oferecer insights sobre o direcionamento da política monetária nos EUA.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto registrou uma alta de 1,01%, fechando em US$ 4.167,5 por onça-troy, enquanto a prata para setembro avançou 2,10%, a US$ 62,330 por onça-troy. Essa alta nos metais preciosos desde o início da manhã estende os ganhos da semana anterior.
A queda significativa do petróleo desde o acordo entre os EUA e o Irã aliviou parte das preocupações inflacionárias, que anteriormente impulsionavam as expectativas por juros mais elevados. O Macquarie destaca que, com o Banco Central Europeu já sinalizando que a baixa nos preços das commodities pode influenciar o momento de um aperto monetário, o Fed também pode ser impactado por essa tendência.
- A forte queda do petróleo desde o acordo entre os EUA e o Irã aliviou parte das preocupações inflacionárias.
- O Banco Central Europeu já sinalizou que a baixa nos preços das commodities pode influenciar o momento de um aperto monetário.
- O mercado aguarda a ata da última reunião de decisão do Federal Reserve (Fed) para entender melhor o direcionamento da política monetária nos EUA.
Após os dados do mercado de trabalho nos EUA da semana passada diminuírem as apostas por alta nas taxas, o mercado agora aguarda a minuta do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). O Bank of America aponta que os mercados buscam sinais sobre aumentos de juros, grupos de trabalho e qualquer mudança de formato. Já o Saxo Bank avalia que os rendimentos dos títulos americanos de curto prazo ainda sinalizam o risco de um aumento nos juros ainda este ano.
A Navellier & Associates sugere que o cenário macroeconômico pode sustentar um apetite maior pelo ouro no futuro, indicando que o metal precioso pode continuar a se consolidar. No entanto, é necessário um alívio adicional nas expectativas de aumento de juros para sustentar o ouro em alta.
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