Oposição e Governistas Disputam Protagonismo na Investigação do Master no Congresso
A movimentação para instalar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as fraudes do Banco Master expôs uma disputa política aberta no Congresso sobre quem deve conduzir e capitalizar a apuração do caso.
A oposição protocolou o requerimento com um número folgado de assinaturas, acima do mínimo exigido para a criação do colegiado. No entanto, o avanço da comissão depende menos do regimento e mais do jogo político entre governo, oposição e presidências das Casas.
O pedido da CPMI foi apresentado por parlamentares da oposição com 280 assinaturas de deputados e senadores. O requerimento ainda precisa ser lido em sessão conjunta do Congresso para que a comissão seja oficialmente instalada, um passo que depende da agenda do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.
Nos bastidores, a iniciativa virou palco de uma disputa por protagonismo. Para a oposição, a CPMI é vista como o instrumento mais amplo para investigar o colapso do Master, seus desdobramentos no sistema financeiro e as conexões políticas do caso.
Já a base do governo evita aderir à CPMI proposta pela oposição e trabalha para deslocar o foco da investigação. Governistas passaram a defender alternativas, como CPIs na Câmara ou comissões já em funcionamento, sob o argumento de que a Polícia Federal, o Banco Central e o Supremo Tribunal Federal já apuram o caso.
Essa estratégia se reflete na preferência por outras iniciativas parlamentares. Parte da base sinalizou apoio a uma CPI na Câmara, mas essa comissão enfrenta fila de instalação e depende de decisão do presidente da Casa, Hugo Motta.
Mesmo que a leitura do requerimento ocorra, a disputa não se encerra. Após a criação formal da CPMI, abre-se prazo para que os partidos indiquem seus representantes. A não indicação de membros é um mecanismo recorrente para esvaziar comissões indesejadas.
- A oposição busca investigar o colapso do Master e suas conexões políticas.
- A base do governo evita aderir à CPMI proposta pela oposição.
- Governistas defendem alternativas, como CPIs na Câmara ou comissões já em funcionamento.
A disputa pelo protagonismo na investigação do Master no Congresso promete ser longa e intensa, com ambos os lados buscando capitalizar a apuração do caso para seus próprios interesses políticos.
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