Operação Narco Fluxo: como a indústria musical era usada no esquema de lavagem de dinheiro envolvendo MC Ryan SP
A Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal, revelou um esquema de lavagem de dinheiro que envolvia a indústria musical, especificamente o funkeiro MC Ryan SP. De acordo com as investigações, o artista utilizava a indústria da música para misturar valores lícitos e ilícitos, provenientes de rifas e casas de apostas ilegais.
O relatório da PF aponta que a indústria fonográfica ocupa um papel central no esquema, permitindo que MC Ryan SP misture valores lícitos e ilícitos. A operação funcionava da seguinte forma:
- Parte dos valores que entravam nas contas das empresas do artista tinham origem ilegal, como bets e rifas ilegais, e eram responsáveis por custear despesas de equipe;
- Valores de produtoras do funk, como a GR6, eram repassados diretamente para a pessoa jurídica de MC Ryan SP, sem lastro contratual verificável;
- Os valores ilegais se misturavam no fluxo de quantias legais, como pagamentos feitos pela gravadora Sony, dando “credibilidade” para as movimentações;
- A última etapa da lavagem era a aquisição de bens de luxo para o patrimônio pessoal do cantor.
A investigação também revelou que o dinheiro sujo era reinvestido em imóveis, carros de luxo, joias e outros ativos de alto valor. A Justiça autorizou a apreensão de dinheiro em espécie acima de R$ 10 mil, joias, relógios, carros, motos, embarcações, aeronaves e outros itens de luxo encontrados com os investigados.
Além disso, a operação também envolvia a utilização de notebook e smartphone para realizar transações financeiras e comunicações entre os envolvidos.
A Operação Narco Fluxo resultou na prisão de 33 pessoas, incluindo MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, e na apreensão de carros de luxo, relógios, joias, armas, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.
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