Omã Avisa Aliados sobre Possível Cobrança de Pedágio no Estreito de Ormuz
Omã sinalizou a autoridades europeias que não vê possibilidade de retorno ao cenário pré-guerra no Estreito de Ormuz e que navios em trânsito pela rota poderão passar a pagar algum tipo de taxa. Isso foi comunicado por pessoas a par das conversas, que destacam a intenção de Omã em respeitar o direito marítimo internacional, mas também em cobrar valores por serviços como descontaminação da via marítima ou apoio à navegação.
Ainda não está claro se essas cobranças seriam obrigatórias em todos os casos. Omã também estaria analisando modelos adotados em outros gargalos do comércio global, como o estreito de Malaca, na Ásia, onde não existem tarifas obrigatórias para a navegação.
Preocupações e Reações
A possibilidade de criação de um sistema de pedágio ou taxas em Ormuz, possivelmente em coordenação com o Irã, vem elevando a preocupação de Estados Unidos, Europa e países árabes do Golfo. O tema deve entrar na agenda do encontro entre o presidente francês, Emmanuel Macron, e o sultão de Omã, Haitham bin Tariq, em Paris.
Segundo o gabinete de Macron, os dois líderes vão discutir a segurança das rotas marítimas, que depende da passagem “livre e incondicional” pelo estreito. O Ministério das Relações Exteriores de Omã e a embaixada do país na França não comentaram o assunto até o momento.
Consequências e Perspectivas
Omã e Irã dividem o controle geográfico do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito. A eventual cobrança de taxas pode representar um custo anual de dezenas de bilhões de dólares para tradings de commodities e empresas de navegação.
Governos como os de EUA, Reino Unido, França, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos já alertaram que isso violaria o direito marítimo internacional. Omã, aliado de Washington, mantém ao mesmo tempo uma relação próxima com o Irã e costuma ser visto como um ator neutro na região.
- Autoridades de Omã disseram a europeus que o país está sob pressão do Irã.
- O Irã já afirmou que navios que cruzarem o estreito precisarão contratar seguro junto ao país.
- O tema virou um dos principais pontos de atrito nas negociações entre Teerã e Washington por um acordo de paz definitivo.
Com a situação em evolução, os olhos do mundo estão voltados para o Estreito de Ormuz, onde a segurança e a economia global estão em jogo.
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